domingo, 7 de fevereiro de 2010

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Tenho um amor fresco e com gosto de chuva e raios e urgências. Tenho um amor que me veio pronto, assim, água que caiu de repente, nuvem que não passa. Me escorrem desejos pelo rosto, pelo corpo. Um amor susto. Um amor raio trovão fazendo barulho. Me bagunça e chove em mim todos os dias.



Caio Fernando Abreu
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Algum trocado pra dar garantia?




Todo o AMOR que houver nessa VIDA


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sábado, 30 de janeiro de 2010

Você nem imagina que eu te inundaria. . .



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Entra em cena, faz seu número
faz meu gênero ser seu fã número 1
ali no gargarejo, jogando beijo. . .



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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

c h e i a d e c o r . . .



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Apagando a memória. . .




p o l a r o i d s . . .

De paixões e de viagens




As paixões são como ventanias que enfurnam as velas do navio, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas.


Voltaire

l i b e r t a r




O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar. Mas a arte média, se tem por fim principal o elevar, tem também que agradar, tanto quanto possa; e a arte superior, se tem por fim libertar, tem também que agradar e que elevar, tanto quanto possa ser (...).


Elevar e libertar não são a mesma coisa. Elevando-nons, sentimo-nos superiores a nós mesmos, porém por afastamento de nós. Libertando-nos, sentimo-nos superiores em nós mesmos, senhores, e não emigrados, de nós. A libertação é uma elevação para dentro, como se crescêssemos em vez de nos alçarmos.



Fernando Pessoa